Utility vs Security Tokens: quais as diferenças?

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Na semana passada fui a um meetup na Beta-i (foto acima) onde, entre outros, estavam a Carolina Marçalo, ICO & Cripto Strategist na Appcoins – primeiro ICO Português – e o George Basiladze, CEO e Founder da CriptoPay, que lançou o primeiro Cartão de Débito Bitcoin europeu.

Em determinado momento discutiam Utility vs Security Tokens. Achei a discussão interessante e resolvi escrever sobre o assunto.

(Para quem precisar de uma breve introdução, escrevi anteriormente sobre tokens vs coins aqui).

Em 2017, ICO’s (ofertas iniciais de moedas) angariaram mais de 5.6 biliões de dollars e muitos analistas acreditam que este pode ser um mercado que venha a valer triliões.

Resumidamente, através do modelo de financiamento ICO, startups podem levantar capital emitindo cripto tokens num protocolo blockchain – regra geral, no protocolo Ethereum – e distribuindo esses mesmos tokens pelos compradores, em troca de uma contribuição financeira.

Estes tokens podem ser transferidos através da rede ou trocados em bolsas de criptomoedas.

Podem servir uma multitude de funções, como por exemplo, garantir acesso a um serviço ou garantir direito a dividendos de uma empresa.

Dependendo da sua função, cripto tokens podem ser considerados Utility (que em português significa utilidade) Tokens ou Security (que em português significa, entre outras coisas, valor mobiliário) Tokens.

UTILITY TOKEN

Utility Tokens representam futuro acesso a uma produto ou serviço. A característica que define um Utility Token é que este não é desenhado como uma forma de investimento.

Se bem estruturado, um Utility Token não terá que responder a uma serie de leis governamentais das quais Security Tokens são alvo.

Através da criação de Utility Tokens, uma startup pode vender “cupões digitais” para o serviço/produto que está a desenvolver. Da mesma forma que, por exemplo hoje, lojas de aparelhos electrónicos aceitam pre-encomendas de jogos que só serão lançados daqui a meses.

Filecoin, é uma startup que levantou 257 milhões de dollars através da venda de Tokens que poderão mais tarde ser usados na sua plataforma descentralizada de armazenamento na nuvem.

Porque a sigla ICO deriva de Initial Coin Offering  – oferta inicial de moedas em português – as empresas que criam Utility Tokens tendem a referir-se à sua criação e venda como TGE’s ou Token Distribution Event – em português, evento de distribuição de tokens – para evitar que o seu token seja confundido com um Security Token.

SECURITY TOKEN

Se o valor de um cripto token é derivado de um activo externo que pode ser trocado e negociado, estamos perante um Security Token, que estará sujeito a regras e leis governamentais mais apertadas.

O não cumprimento destas regras e leis pode resultar em multas pesadas que colocam em risco a saúde financeira da empresa emissora do token.

Contudo, se a empresa cumprir com todas as suas obrigações regulatórias, um Security Token tem um potencial maior – permitindo um maior número de aplicações e usabilidade. A mais promissora de todas sendo a possibilidade de gerar um token que represente as acções (stocks) da empresa.

Muitos analistas acreditam que, no futuro, empresas mainstream mais conhecidas do publico em geral irão emitir acções através de ICO’s, substituindo ou complementando os atuais IPO’s – ofertas publicas de acções.

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